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Colesterol alto também é problema de família

Colesterol alto também é problema de família

Quando descobriu que tinha colesterol alto, Maria Regina Vanin Gasparetti (56) não pensou duas vezes e levou os filhos Marco (28), Mayra (25) e Daniel (23) para fazerem exames de sangue. Lembrando que o pai também tinha o problema, ela logo pensou na possibilidade de ter nos filhos novas vítimas da doença, que afeta um em cada cinco brasileiros, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde.

Resultados prontos, a confirmação de que o colesterol alto era genético trouxe mudanças de hábito em toda a família. "Cortamos as frituras e diminuímos acarne vermelha, só para começar", afirma o filho caçula. "Também passamos a praticar esportes e tomar um copo de suco de uvas roxas por dia", conta Maria Regina. São raros os casos em que pacientes com pouca idade desconfiam do colesterol alto - o que agrava ainda mais a doença e colabora para que o tratamento com remédios seja fundamental mais tarde, quando ela é diagnosticada.

Ainda que os jovens sejam cada vez mais afetados pelo excesso de gordura no sangue (principalmente devido ao sedentarismo e a uma dieta desbalanceada, rica em gorduras e pobre em fibras e vegetais), são poucos os casos em que eles procuram ajuda médica cedo. "O colesterol alto é uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas. Para diagnosticar, só indo ao médico e fazendo um exame de sangue", afirma o cardiologista Roque Savioli, especialista do site MinhaVida.